Sempre ouvi falar de grandes projetos de alfabetização, inclusive na Universidade sobre o do Profº Paulo Freire, acho que na década de 60.
Mas na realidade, alfabetização, quando não se tem de qualidade ou mesmo numa escola, onde não se ainda alcançou nem o suficiente pra se ter um espaço decente para se lecionar, tudo é válido. Desde as iniciativas individuais, até os pequenos grupos rurais, comunitários, nas Igrejas, seja onde for, você que é mais instruído e tem como por tempo disponível ou mesmo vontade pode fazer algo.
O difícil é que num país onde o nível de analfabetismo que ou empata ou perde pro nível de desemprego, fica complicado ter pessoas que se disponham a exercer tal atividade, mas ainda vemos muitos voluntários que se desdobram em qualquer tempo vago para tal esforço.
Mas sei de pessoas que até mesmo individualmente quando têm alguém com quem trabalha que ainda não sabe ler e nem escrever as alfabetiza, com recursos precários e sem técnica alguma, mas pelo menos aumentando o horizonte daquela pessoa que vivia num escuro onde necessitava sempre de alguém para ler ou escrever algo de que precisasse.
Já conheci grupos voluntários em Igrejas, Comunidades, Associação de Moradores onde pessoas que não são diretamente ligadas à Educação quem exerciam esse papel.
Nesses tipos de iniciativa, o que mais faz a diferença é a força de vontade e o desejo de ajudar alguém que precisa. Tirar as pessoas da ignorância e vê-las evoluir com somente saber unir letras e escrever é divino.
Muitas pessoas são inteligentíssimas, são pessoas capazes de muito mais, porém não têm o básico que é conseguir ler e escrever.
O problema da alfabetização mal feita, que leva alguns alunos a não serem alfabetizados na própria escola. Acredito que seja ainda mais fácil de ser resolvido, mas não deve ser ignorado, pois é tão grave e angustiante quanto.
Pra esse problema, penso que deveriam ter alguns professores como uma comissão formada dentro da escola, para fiscalizar esse tipo de problema e quando detectado, imediatamente ser tratado, sanado paralelamente com as atividades normais escolares.
Enfim, são diversas as iniciativas, mas elas são urgentes e relevantes, temos que tomar algum posicionamento, mesmo que só de fiscalização e cobrança de alguma postura, por não poder fazer nada diretamente, porém se comprometendo que tão logo possa, por que não pensar em exercer um papel mais direto e próximo à problemática tão triste que assola nosso país?
Minha sugestão
Se você conhece algum jovem, adulto, criança que não se alfabetizou ainda, adote-o e ajude no processo. Informe-se como, se possível pela internet e faça a sua parte.
Se já existir grupos comunitários e voluntários em sua cidade, bairro, Igreja, ingresse nele e faça alguma ação voluntária dentro dessa área, se não tente criar um grupo de estudos, leituras, ensino, compre um quadrinho negro, giz… Brinque de escolinha com esses “alunos” que conseguiu. Depois quando for conquistando os progressos, só verá os sorrisos e reconhecimentos, no sentido de satisfação pessoal (mútua) mesmo.
Faça campanhas como essa, em jornais impressos comunitários e palestras envolvendo outras pessoas para captar pessoal e auxílio do seu projeto ou do projeto no qual está envolvido.
A seguir…
Um projeto
Sugestão de problematização dos idealizadores, em especial da Georgia, que bolou com a Meire a Blogagem que sugeriram que apresentássemos soluções viáveis.
Por exemplo:
A) Como poderíamos ajudar?
B) Como a escola do meu filho, do meu neto, poderia ajudar? Poderia fazer o quê?,
C) Como eu poderia me integrar num plano desses, junto a uma escola, e ajudar voluntariamente? Talvez à noite alfabetizando…
Talvez você possa levar essa idéia para a escola mais próxima a você.
D) A própria escola poderia oferecer um curso de 3 meses noturno para a família. O próprio aluno levaria o convite para os pais e outros familiares. A escola dele estaria empenhada em termos de alfabetização dos adultos.
E) Talvez você pertença a uma igreja. Quem sabe os membros da sua igreja possam ajudar a própria membresia a aprender a ler, escrever e oferecer ao bairro essa possibilidade?
Pense… Logo… Eduque!
Eduque para existir!
Profª Cristiana de Barcellos Passinato
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