Enviei a um ex-professor um e-mail que vou aqui adaptar e enriquecer, pois já foi a inspiração e para não perder o fio da meada, segue o raciocínio de minha opinião:
Achei muito interessante, por isso acabei colocando o artigo na íntegra para contemplação e leitura dos colegas.
Tendo em vista que uma das linhas de formação do nosso Ministro da Educação, Fernando Hadad passa pela Economia e que muito se importou das análises e estratégias da área dentro da administração das Escolas e do Ensino, acho que há uma parcela desse problema criado e a dicotomia entre as classes dentro do que diz respeito à qualidade do ensino, não deixando de lado também as séries ligadas à alfabetização. Isso representa um problema sério, pois quando quem decide e forma a estrutura o alicerce do sistema e quem está na base dele não se entendem, não falam a mesma língüa, alguém pena as conseqüências desse desentendimento, e ao meu ver, só quem perde é o alunado, cada dia mais despreparado.
O analfabetismo é só mais um dos índices que denunciam essa falência e erros de comunicação entre os que comandam e os que obedecem.
Lendo alguns artigos sobre alfabetização, pois amanhã haverá um movimento sério na blogosfera mais dedicada aos problemas da educação, e o que nós escolhemos abordar amanhã em conjunto, quase ou mais de 100 bloggers, foi o índice elevado de analfabetismo ainda no país.
Mas me deparei com algo bem legal, pelo menos achei.
E pela leitura, assim segue meu comentário:
Eu adoro ler essas lutas que se travam entre classes e profissionais de linhas de pensamento ideológicos diferentes, é divertido, mas é sofrível quando penso que quem realmente decide algo pouco se flexibiliza também pra ouvir ou dedicar um centímetro de sua opinião ao equilíbrio e o meio termo, ou seja, tentar moderar seu discurso radicalmente técnico e se colocar à disposição para ouvir quem tem mais experiência, até para ser bem compreendido, aceito e para que as classes se entendam e tudo que é colocado efetivamente possa ser colocado em prática de forma mais salutar.
Agora, o abismo, o buraco negro que existe entre as lingüagens e bases ideológicas entre professores (acadêmicos e aqueles que lecionam tão somente a sua vida inteira) e economistas é imenso e se ele se estreitasse, seria excelente, pois o que nós temos pouca prática ao que os economistas que se dedicam a analisar e estudar sobre às causas dos problemas da Educação, já nós temos prática onde eles têm, seria uma troca justa e perfeita, pois uniria o útil ao agradável, mas infelizmente acho que muito por orgulho e vaidade de várias partes, isso pouco se consegue realizar.
Eu mesma pensava que gestores, Economistas e Administradores Escolares nada entendiam de educação e só pensavam na escola como uma empresa e um negócio para se captar renda, capital ou recurso financeiros, mas como pensar nisso na esfera pública?
Resisti muito ao aceitar essa política de metas e bonificações a professores, escolas, alunos de bons resultados e achava que isso ia ser um processo pelo qual alguém ia ganhar muito mais que o professor, aluno e processo educacional e suas melhorias em si.
Enfim, pro professor de formação é complexo inserir alguns conceitos, práticas, interpretação de estatísticas que são colocadas sem uma adeqüação do vivido por ele no seu dia-a-dia nas escolas, universidades e outros ambientes educacionais, mais do que até um pedagogo que esse, por sua vez tem formação com noções dessas áreas.
O problema não fica dentro só dessa discidência, dessa desafinação de ideologia, práticas e vivências, vem também da Universidade de qualidade, da própria formação do professor de base.
Não estou dizendo que o corpo docente dos cursos destinados à formação desse tipo de profissional seja ruim, mas a ramificação que a ele foi atribuída e os desestimulos salariais da classe, falta de investimento nas instalações, pesquisas, laboratórios, tecnologia dentro dos cursos de formação de professores é nítida e óbvia.
A forma de ingresso na Universidade e a facilidade como um indivíduo despreparado para formar um outro indivíduo até para ler, escrever, fazer contas básicas de matemática são notórias, até pelo discurso oral das pedagogas, professores que saem dos cursos, por exemplo de Normal Superior em diveras IES (Instituíções de Ensino Superior) é absurda.
Ok, temos que educar para formar cidadãos, temos que problematizar, introduzir conceitos de Ética, Moral, Filosofia, Meio Ambiente e outros conceitos e cadeiras interdisciplinares que devem ser mixigenadas aos contextos das matérias tradicionais da grade normal das matérias que são oferecidas nos cursos formais de Níveis Fundamental e Médio, em nossas abordagens em sala de aula, mas como tratar e formar indivíduos completos sem ao menos o básico estruturado.
É como tentar construir um prédio onde usa-se areia ao invés de cimento, ele chega num ponto que desaba, e é isso que ocorre quando se verifica alunos da 5ª ou 6ª séries do Nível Fundamental sem ao menos saber ler.
O mesmo ocorre quando se pede um bom ensino oferecido por um professor que não é bem formado.
Não é culpa do professor é do sistema que é paternalista ao ingressar na Universidade e das políticas de avaliação no decorrer dessa formação que nada denunciam e nem condizem com a realidade.
Essa falência total de todos os órgãos que suprem o processo só deve levar ao quê? ANALFABETISMO.
Poderia ficar discorrendo zilhões de motivos, mas a minha opinião é uma só: temos potencial, temos boa vontade, basta nos despirmos das vaidades e dos discursos cristalizados e procurarmos nos moldar a quem nos fornesse algo novo e nos aliar a quem pode para nos beneficiar, isso é política, não politicagem.
Arte de moderar, de mediar, de conseguir um meio termo e um acordo para todos os lados com isso serem beneficiados.
Se todos ao menos pudermos falar a mesma língüa e afinarmos discursos, tenho certeza de que algo começará, pelo menos a ser modificado desse triste quadro que encontramos atualmente sendo vítima nossas crianças, jovens e até adultos.
A seguir…
O que poderia fazer pela alfabetização
Minha sugestão
Um projeto
Sugestão de problematização dos idealizadores da Blogagem
Mas a Georgia sugeriu que apresentássemos soluções viáveis.
Por exemplo:
A) Como poderíamos ajudar?
B) Como a escola do meu filho, do meu neto, poderia ajudar? Poderia fazer o quê?,
C) Como eu poderia me integrar num plano desses, junto a uma escola, e ajudar voluntariamente? Talvez à noite alfabetizando…
Talvez você possa levar essa idéia para a escola mais próxima a você.
D) A própria escola poderia oferecer um curso de 3 meses noturno para a família. O próprio aluno levaria o convite para os pais e outros familiares. A escola dele estaria empenhada em termos de alfabetização dos adultos.
E) Talvez você pertença a uma igreja. Quem sabe os membros da sua igreja possam ajudar a própria membresia a aprender a ler, escrever e oferecer ao bairro essa possibilidade?
Pense… Logo… Eduque!
Eduque para existir!
Profª Cristiana de Barcellos Passinato
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Na minha opniao se todos nois.. mesmo
podessimos nos unir.concerteza mudariamos esta situaçao
mais naum basta so querer. E preciso e lar e tomar a acão ou ate principalmete a atitude..
Hoje me dia temos q para e pensar
o governo ate que começou a investir
mais sabemos q ue o melhor
e o maior investimento tem
que existir dentro da educaçao..
Pois so a educaçao pode capacitar todos.
e levar agora um pais ao desenvolvimento.
naum basta so grandes maquinas e preciso
grandes homens..
foi por puro esquecimento mesmo, pois o clima em que escrevi, organizei e o trabalho que deram, e estão dando, não posso tb deixar de errar algo, né?
Pode apontar quando achar qualquer um.
Sim, sei disso, leciono e conheço esse prazer.
Um bj,
Cris
Oi Cristiana , vi que você copiou lá do meu blog as minhas idéias e colou aqui na parte de solucoes, só esqueceu de colocar a fonte.
Muito boa a sua participacao na blogagem e muito inteligente tam,bém os pontos de vistas e opinioes colocados aqui.
Interessante também a sua disposicao em enviar aos seus amigos o assunto sobre o tema através de emails e também aos seus amigos no orkut.
Tudo é válido, mas o melhor de tudo isso mesmo, é quando nós mesmos colocamos a mao na massa e tiramos alguém do anonimato de nao saber ler nem escrever.
Penso que você como educadora sabe valorizar isso.
Linda a sua participacao.
Muito obrigada.
Valeu.