
Eu, geralmente, almoçava no terceiro andar do meu mesmo prédio onde trabalho, no Instituto de Física, mas nesse dia fui mais tarde e perdi o almoço, por isso segui para um lugar onde sempre como, num trailler.
Lá encontrei mesas ocupadas e uma desocupada, mas ao lado de um senhor, que me parecia um professor, e pedi licença para sentar. Não sou disso, geralmente busco sentar sozinha e não incomodar, mas enfim… Sentei.
Ouvi um grupo de estudantes falando gritando, falando palavrões, e fiquei estarrecida e não aguentei, e olhei para o senhor ao lado e ele pra mim, sentindo o mesmo incômodo e comentei que não achava bonito aquilo e que me incomodava jovens universitários falarem daquela forma.
Ele compartilhou da mesma indignação e começamos um papo bem gostoso sobre Educação, vida, vivências e tudo mais… Chegamos ao que fazíamos ali e por fim, quando terminamos nos despedimos e ele falou seu nome.
Simplesmente aquele homem corrigiu uma monografia minha que ganhei 1 prêmio no Conselho Regional de Química (CRQ) e tinha me concedido um tempo maior para regularização da situação do meu orientador para eu ter como receber meu prêmio e assim pagar meu débito com a faculdade onde finalizei meus estudos de nível superior, minha graduação em licenciatura em química.
Fiquei pensando como a vida é engraçada, pois tudo me levou aquele encontro casual e lembrança.
O que tem de ser, não adianta, será, lembrar disso tudo me fez pensar que quando nos esforçamos vencemos e quando as coisas têm de acontecer, ocorrem e os encontros também.
Cristiana Passinato







