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Resposta à Lu: Álcool anidro


Álcool anidro trata-se do álcool comercial sem água, ou seja o etanol ou álcool etílico sem água.

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Por Univaldo Vedana
Molécula de Etanol

O álcool anidro é um álcool com no mínimo 99,5% de pureza e o álcool hidratado tem cerca de 94,5% de pureza, este último é o que colocamos em nossos carros.

As usinas de etanol vendem o álcool anidro às distribuidoras para a mistura na gasolina e este é isento de impostos. Esse mesmo álcool, quando vendido para uma usina de biodiesel (que o utiliza para realizar a transesterificação) paga “somente” 32% em impostos.

Uma usina de biodiesel que usa a rota etílica gera álcool hidratado em seu processo de transesterificação, ou seja, a usina precisa recuperar o excesso de álcool, caso contrário o biodiesel não alcançaria os padrões de qualidade além de tornar-se inviável economicamente.

Assim, uma usina de biodiesel é também uma usina de álcool hidratado, e aí está o problema. Pela legislação atual, uma usina de biodiesel não pode vender o álcool hidratado às distribuidoras e isto vem acarretando um aumento dos custos industriais na produção de biodiesel.

Temos aí, dois problemas de fundamental importância para o sucesso do programa, simples de serem resolvidos e o mais importante, o governo tem interesse de resolver, pelo menos um deles. Pois permitindo a venda de álcool hidratado a arrecadação do governo é maior, mais dinheiro vai para os cofres públicos e nenhum efeito colateral.

Como está, o produtor de biodiesel tem problemas devido a alta carga tributária em cima do álcool anidro e a impossibilidade de venda do álcool hidratado, sub-produto do processo de produção.

http://www.biodieselbr.com/blog/2006/10/mais-incentivos-a-producao-de-biodiesel/

Álcool: tipos, misturas e uso em automóvel


Tenho uma dúvida quanto aos vários tipos de álcool. Qual a diferença entre metanol (álcool metílico), etanol, álcool dos postos de gasolina e álcool de limpeza (90%)? Há alguma vantagem em rodar com metanol? Já rodei com álcool de limpeza sem ter problemas.

Anderson Natario
natario@starmedia.com
São Paulo, SP

Os tipos de álcool que temos no mercado, para o uso automotivo, recebem o nome de álcool carburante. São compostos oxigenados adicionados à gasolina (quando o objetivo for o aumento de octanagem) ou para uso puro em motores projetados para utilização de tal combustível.O metanol é um álcool oriundo da mesma família do etanol; seu uso, como carburante, remonta ao início do século, quando teve sua utilização como combustível pelo pioneiro Henry Ford. Nos primórdios do desenvolvimento da tecnologia dos motores a combustão interna, em 1916, Ford já declarava que “o álcool é mais limpo e melhor combustível para automóveis do que a gasolina e acredito que será o combustível do futuro para os motores de combustão interna”. Os alemães, na 2ª guerra mundial, utilizaram tal combustível em larga escala.

Pode ser extraído da nafta, do xisto, gás, da madeira ou do carvão vegetal. Os meios mais simples e usuais são a gaseificação do carvão vegetal e da madeira ou pirólise dos mesmos. Na Europa se utiliza um processo de reação catalítica de monóxido de carbono e hidrogênio, muito caro e altamente sofisticado.

São necessárias 2 toneladas de madeira para uma produção de 200 litros de álcool ou metanol. O Brasil, com grandes áreas cultiváveis, produz álcool com um custo infinitamente inferior utilizando cana de açúcar, mandioca, babaçu, batata, eucalipto, beterraba, etc.

O metanol é extremamente tóxico: penetra no corpo humano pela pele, vias respiratórias e digestivas, podendo levar à cegueira total ou parcial e até mesmo à morte. A principal vantagem em sua utilização é o poder de resistência à detonação: possuindo um elevado índice de octanagem (que se situa na faixa de 90 a 120, avaliado pelo sistema MON, ou método motor). Este valor é meramente comparativo à gasolina, uma vez que o álcool não possui octanas propriamente ditas.

Essa resistência à detonação viabiliza a utilização do metanol em motores com alta taxa de compressão, na ordem de 10:1 a 17:1, proporcionando ótimo desempenho, pois aproveita em torno de 40% da energia fornecida. Em termos mecânicos, suas contra-indicações são o baixo poder calorífico, menor do que o do etanol (causa maiores dificuldades para as situações de partida a frio), a baixa miscibilidade à gasolina (quando é utilizado para aumentar seu índice de octanas) e sua facilidade de pré-ignição.

A utilização do álcool como combustível implica aumento de consumo devido ao menor poder calorífico, quando comparado ao da gasolina. Isto significa que é necessária maior quantidade de combustível para realização do mesmo trabalho.

O etanol ou AEHC, álcool etílico hidratado carburante, é produzido no Brasil através da fermentação de açúcares (amido e celulose), e é o combustível que adquirimos nas bombas dos postos de serviço. Sua composição de álcool e água é padronizada pela ABNT, CNP e INPM, pois alterações em sua densidade acarretarão mau funcionamento e possíveis danos internos ao motor.

O álcool hidratado é utilizado exclusivamente como combustível, por motivos de economia produtiva e por sua eficiência. É adicionada pequena quantidade de gasolina para inibir seu uso doméstico ou na fabricação de bebidas, por exemplo.

O álcool etílico hidratado possui 96% de pureza e 4% de água (96° GL). O álcool anidro (sem água) é miscível com a gasolina em qualquer proporção e tem, como resultado, um combustível com ótimas características antidetonantes. Para cada 5% de álcool consegue-se um aumento de octanagem em aproximadamente 2 pontos percentuais, sem os inconvenientes da adição de chumbo tetraetila (CTE), que é extremamente poluente e destrói os elementos dos catalisadores.

Misturas de álcool anidro à gasolina, na proporção de até 20%, não requerem grandes modificações internas no motor, apenas algum ajuste na curva de avanço e correções na giclagem. Como há melhora considerável no índice de octanagem, um motor ajustado para ele obterá melhor desempenho que com uma hipotética gasolina pura.

O álcool anidro possui características de pureza na ordem de 99,95%, com 0,05% de água na escala G.L. (Gay Lussac). Ou seja, é considerado isento de água. O Brasil foi um dos primeiros países a banir o chumbo tetraetila da gasolina, passando a incorporar o álcool anidro como aumentador de octanagem (compostos oxigenados que possuem características de aumentar a resistência do combustível a detonação). Isso elevou nossa gasolina ao patamar das de boa qualidade vendidas na Europa (índices de 90 octanas).

Quando compramos a garrafa de álcool no mercado e lemos a inscrição 90%, significa que a quantidade de álcool puro possui aproximadamente 10% de água. Alguns combustíveis e fluidos (álcool, benzol, metanol e propanol) são higroscópicos, isto é, possuem a propriedade de absorver a umidade do ar e diluí-la em sua composição (na forma de água).Por isso é necessário discriminar o quanto de água existe em sua composição.

A maneira correta de aferir este teor é com o uso de um densímetro. Em casos de emergência, utilizar álcool de limpeza é uma opção, mas não uma solução, pois o teor de água é incompatível com os requisitos do motor. A combustão processa-se sem maiores problemas, mas não é o correto.


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Anidro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Anidro é um termo geral utilizado para designar uma substância de qualquer natureza que não contém, ou quase não contém, água na sua composição. O termo ganha diferentes significados conforme trate-se de uma solução, de uma suspensão, de um cristal ou de um gás.

Um álcool com até 1% de água. também pode ser adicionado à gasolina para aumento da octanagem. Para se obter o álcool Anidro, o etanol 96° GL é tratado com a cal virgem – CaO – e, a seguir, destilado. A reação entre cal virgem e a água produz cal hidratada – Ca(OH)2 -, que não sai na destilação.

Em grande escala esta operação é realizada por destilação conjuntamente com benzeno.

Ver também: hidrato

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anidro

Destilação extrativa garante qualidade do álcool anidro

ANTONIO ROBERTO FAVA

O professor Antonio José Almeida Meirelles: dois anos de testes em planta piloto industrial

Se o Brasil hoje é tido como um dos maiores produtores de álcool e de açúcar – ganhando a disputa com grandes concorrentes como os Estados Unidos e a Índia –, na década de 80, não era assim. No auge do Pro-álcool, apesar do grande interesse de pesquisas na área de destilação alcoólica, a eficiência do produto causou discussões, desconforto e muita dor de cabeça. Principalmente aos proprietários de automóveis, quando o combustível usado apresentava maior volume de água, o que acabava ocasionando danos ao motor.

Anos mais tarde, o professor Antonio José Almeida Meirelles, da Faculdade Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp publicava, numa revista inglesa, um trabalho técnico intitulado Ethanol Dehidration by Extractive Distillation, que trazia novas perspectivas para a produção do álcool anidro no Brasil, isto é, o álcool praticamente isento de água. Meirelles descrevia um processo de desidratação do etanol utilizando a destilação extrativa, na qual o desidratante era o etileno glicol, produto orgânico da família dos álcoois.

Mostrava ainda que os resultados de seu trabalho, obtidos em laboratório e planta piloto desenvolvido na Universidade, tinham a possibilidade de resolver, “com vantagens, os problemas da desidratação do álcool e a custos relativamente baixos”. Há aproximadamente seis anos um consórcio de duas empresas situadas em Sertãozinho (SP) – a Barci & Sicchieri Engenharia, Consultoria e Projetos e a JW Indústria e Comércio de Equipamentos e Aço Inox – se interessou pela pesquisa de Meirelles e desenvolveu a primeira planta utilizando o processo de destilação extrativa. Essa planta nada mais é que um conjunto de equipamentos organizados com o propósito de produzir o álcool anidro pelo processo de destilação extrativa.

Atualmente encontram-se em pleno funcionamento 20 plantas de destilação extrativas instaladas em diferentes usinas localizadas no país, a maioria em São Paulo (Usina Batatais, Alta Mogiana, Colorado, Virgulinol de Oliveira e outras). Segundo o pesquisador da FEA, outras quatro devem entrar em plena operação já na próxima safra – que vai de abril até o final de novembro. Fazem parte desse pool de novas empresas, para adquirir o processo, as Usinas Vertente, Santa Isabel, Tonon e Viralcool, que responderão, em conjunto, por uma produção adicional de álcool anidro da ordem de 360 milhões de litros por ano. “Em termos nacionais, a produção de álcool no Brasil é de pouco mais de 6 bilhões de litros ao ano”.

Assim, o projeto de pesquisa do professor Meirelles encontrou respaldo por meio da parceria com as empresas Barci & Sicchieri Engenharia, Consultoria e Projetos e JW Indústria e Comércio de Equipamentos de Aço Inoxidável Ltda; enquanto a primeira é a responsável pelo projeto dos novos equipamentos, a segunda os constrói e instala. Mas antes de chegar a esse estágio, o processo foi testado por dois anos em planta piloto industrial, contando para isso com o apoio da Usina Santa Elisa, também situada em Sertãozinho.

Maior produtor – Até outubro do ano passado havia 18 usinas, que tinham o processo de destilação extrativa de álcool, responsáveis pela produção anual de 1,5 bilhão de litros, correspondendo a ¼ da produção brasileira de álcool anidro – hoje um aditivo da gasolina.

Hoje o Brasil é um dos maiores produtores de álcool e açúcar do mundo. No início de tudo, o objetivo da pesquisa do professor e engenheiro de alimentos da FEA era encontrar uma fórmula para substituir o benzeno por outro produto químico capaz de desidratar o álcool. “Só que não cancerígeno, como o benzeno”, explica. Para a época foi algo considerado inovador porque ainda não existiam experiências industriais do uso do etilenoglicol para desidratar o álcool.
“Embora já se conhecesse o seu poder de desidratação, era ainda um processo sem qualquer experiência de desenvolvimento industrial e não se tinham estudos tecnológicos e de engenharia que pudessem ser aplicados na construção de um equipamento”, lembra.

O que Meirelles procurou com sua tese foi estabelecer as condições mais adequadas para o funcionamento do processo e avaliar as vantagens e desvantagens que poderia proporcionar. A conclusão básica era que, em geral, tal processo era mais vantajoso do que a técnica tradicional, denominada destilação azeotrópica, seja com benzeno ou com o ciclo-hexano. “A destilação extrativa produz um álcool da mesma qualidade, às vezes até melhor, mas com considerável ganho na produtividade, na economia de energia e na operacionalidade do equipamento”, diz.

O pesquisador não tem receio em afirmar que a indústria do açúcar e do álcool, no Brasil, é reconhecida como a mais eficiente do mundo. “Isso acaba provocando um investimento grande em tecnologia por parte das usinas, que passam a usar processos cada vez mais eficientes na produção de álcool e açúcar. A produção de álcool no Brasil só não é maior devido a algumas barreiras alfandegárias, em particular o caso norte-americano, que dificulta a importação do produto brasileiro, privilegiando a sua produção interna menos eficiente que a brasileira”, afirma.

http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2003/ju225pg04a.html

Etanol

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Para o uso do etanol como combustível, veja o artigo álcool combustível para uso do etanol combustível como mistura veja misturas do programa do biodiesel brasileiro.

Etanol
Fórmula estrutural e modelo espacial
Fórmula estrutural do etanol
Modelo espacial do etanol
Geral
Nome IUPAC Etanol
Nomes usuais Álcool etílico
Nomes empíricos Álcool de cereais
Espírito do vinho
Fórmula química C2H5OH ou C2H6O
Massa molar 46,07 g/mol
Aparência Líquido incolor
Número do CAS 64-17-5
Comportamento de fase
Ponto de fusão 158,8 K (-114,3 °C)
Ponto de ebulição 351,6 K (78,4 °C)
Ponto tríplo 159 K (-114°C)
?? bar
Ponto crítico 514 K (241°C)
63 bar
ΔfusH 4,9 kJ/mol
ΔfusS 31 J/mol·K
ΔvapH 38,56 kJ/mol
Pressão de vapor 58,7 hPa
Propriedades líquidas
Densidade 0,7894 g/cm³
Viscosidade 1,19 cP a 20ºC
ΔfH0liq -277,38 kJ/mol
S0liq 159,9 J/mol·K
Cp 112,4 J/mol·K
Propriedades gasosas
ΔfH0gas -235,3 kJ/mol
S0gas 283 J/mol·K
Cp 65.21 J/mol·K
Segurança
Símbolos de risco
Simbolo de segurança F
F+
Inflamável
Frases de Risco e Segurança R: 11
S: 7, 16
Ponto de fulgor 17°C
Temperatura de autoignição 425°C
Limites explosivos 3,5-15%
Efeitos agudos Náusea, vômitos. Dificuldade de respirar em casos severos.
Efeitos Crônicos Dependência química. Cirrose hepática
Informações complementares
pH 7,0
Solúvel em Água, cetona, éter
Solubilidade em água totalmente miscível
Velocidade do som 1180 m/s em 20°C
Mais informações
Propriedades NIST WebBook
MSDS Hazardous Chemical Database
Unidades do SI são usadas quando possível. Salvo quando especificado o contrário, são considerados condições normais de temperatura e pressão.

O etanol (CH3 CH2OH), também chamado álcool etílico e, na linguagem popular, simplesmente álcool, é uma substância obtida da fermentação de açúcares, encontrado em bebidas como cerveja, vinho e aguardente, bem como na indústria de perfumaria. No Brasil, tal substância é também muito utilizada como combustível de motores de explosão, constituindo assim um mercado em ascensão para um combustível obtido de maneira renovável e o estabelecimento de uma indústria de química de base, sustentada na utilização de biomassa de origem agrícola e renovável.

O etanol é o mais comum dos álcoois. Os álcoois são compostos que têm grupos hidroxilo ligados a átomos de carbono sp3. Podem ser vistos como derivados orgânicos da água em que um dos hidrogênios foi substituído por um grupo orgânico.

As técnicas de produção do álcool, na Antiguidade apenas restritas à fermentação natural ou espontânea de alguns produtos vegetais, como açúcares, começaram a se expandir a partir da descoberta da destilação – procedimento que se deve aos árabes. Mais tarde, já no século XIX, fenómenos como a industrialização expandem ainda mais este mercado, que alcança um protagonismo definitivo, ao mesmo ritmo em que se vai desenvolvendo a sociedade de consumo no século XX. O seu uso é vasto: em bebidas alcoólicas, na indústria farmacêutica, como solvente químico, como combustível ou ainda com antídoto.

Índice

[esconder]

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[editar] Toxicocinética

Quatro aspectos essenciais devem ser considerados no estudo da toxicocinética do álcool: absorção, distribuição, metabolismo e eliminação. O etanol é absorvido rapidamente a partir do estômago e intestino e é igualmente distribuído por todo o organismo por difusão simples do sangue nos tecidos.

O metabolismo ocorre essencialmente no fígado, por três enzimas: a álcool desidrogenase (ADH) que catalisa a oxidação a acetaldeído; a CYP2E1, principal componente do sistema microssomal hepático de oxidação do etanol (MEOS); e a catalase, localizada nos peroxissomas dos hepatócitos, responsável por apenas cerca de 10% do metabolismo do álcool. Existe ainda outra via de metabolização do etanol – via não oxidativa- que envolve a esterificação do etanol com ácidos gordos (ácidos graxos) o que conduz à formação de ésteres etílicos de ácidos gordos (FAEE).

A produção de acetaldeído é a principal consequência metabólica via ADH, uma vez que este e outros aldeídos são capazes de formar aductos estáveis com proteínas e podem ainda conduzir a respostas pró-inflamatórias e pró-fibrogénicas, que parecem contribuir para a progressão da lesão hepática. Quanto à eliminação, o etanol é um composto cuja eliminação segue uma cinética de ordem zero.

[editar] Efeitos

O abuso deste composto é a principal causa de morbilidade e mortalidade da humanidade. Afeta muitos sistemas de órgãos, causando tanto efeitos agudos como crônicos.

Sendo um depressor do SNC (acção direta),o etanol diminui a sua atividade: facilita a ação do maior neurotransmissor depressor no cérebro (GABA) e inibe a ação do maior neurotransmissor excitatório do cérebro (glutamato). Atuando especificamente sobre estes receptores, o etanol abranda o funcionamento do sistema nervoso.

De todos os sistemas do corpo, o sistema cardiovascular é aquele em que o etanol pode ter simultaneamente efeitos positivos e negativos.

No fígado, o excesso de etanol conduz a três diferentes desordens patológicas: fígado gordo (esteatose hepática), hepatite alcoólica e cirrose.

O consumo excessivo de álcool é a principal causa da pancreatite crónica. Contudo, os mecanismos pelos quais o etanol a causa ou sensibiliza o pâncreas para ser alvo de dano por outros factores não são conhecidos.

O álcool etílico consegue ainda perturbar os numerosos processos regulatórios que permitem aos rins funcionarem de forma normal – altera a estrutura e a função renal, assim como anula a sua capacidade em manter a composição de fluidos e electrólitos no corpo.

O etanol pode, em parte, contribuir para a supressão da actividade reprodutora dos machos, por atrofia testicular, disfunção dos órgãos reprodutores acessórios, supressão da espermatogénese e infertilidade.

Pode também ter influência directa no crescimento e desenvolvimento da criança – a criança pode nascer com Síndrome Fetal Alcoólica (FAS). O etanol é uma droga capaz de originar tolerância e um alto grau de dependência, tanto física como psicológica.

Curiosamente, estudos recentes demonstraram que uma baixa concentração de etanol parece ter efeito terapêutico no tratamento de carcinoma hepatocelular humano por indução à apoptose das células HepG2.

[editar] Etanol no sangue

Etanol no sangue
Etanol no sangue (gramas/litro) Estágio Sintomas
0,1 a 0,5 Sobriedade Nenhuma influência aparente
0,3 a 1,2 Euforia Perda de eficiência, diminuição da atenção, julgamento e controle
0,9 a 2,5 Excitação Instabilidade das emoções, incoordenação muscular. Menor inibição. Perda do julgamento crítico
1,8 a 3,0 Confusão Vertigens, desequilíbrio, dificuldade na fala e disturbios da sensação.
2,7 a 4,0 Estupor Apatia e inércia geral. Vômitos, incontinência urinária e fezes.
3,5 a 5,0 Coma Inconsciência, anestesia. Morte
Acima de 5 Morte Parada respiratória

Observações: Em média 45 gramas de etanol (120 ml de aguardente), com estômago vazio, fazem o sangue ter concentração de 0,6 a 1,0 grama por litro; após refeição a concentração é de 0,3 a 0,5 grama por litro. Um conteúdo igual de etanol, sob a forma de cerveja (1,2 litros), resulta 0,4 a 0,5 gramas de etanol por litro de sangue, com estômago vazio e 0,2 a 0,3 gramas por litro, após uma refeição mista.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Álcool ou etanol?

Escrito por: Miguel A. Medeiros

Publicado em: 04 de julho de 2004

Qual a semelhança entre a cerveja, o vinho, a vodka, a cachaça, o licor e o álcool combustível para automóveis?
A semelhança é o constituinte principal, o álcool etílico, ou etanol. Mas o que é etanol?

O etanol, CH3CH2OH, é um dos principais álcoois que existem, sendo ele incolor, inflamável e de odor característico. Ele é miscível em água e em outros compostos orgânicos. Seu ponto de fusão é em -114,1°C e seu ponto de ebulição é em 78,5°C.

O etanol ou álcool etílico pode ser obtido através da fermentação dos açúcares. Este é o método mais comum no Brasil, que utiliza a cana-de-açúcar para obter os açúcares que darão origem ao etanol. Este álcool é o que se encontra em todas as bebidas alcoólicas, assim como no álcool combustível e na gasolina, como um aditivo.
O etanol pode ser obtido também, pela fermentação de cereais, tais como a cevada e o malte. A cerveja é obtida pela fermentação de cereais.

A fermentação ocorre com a adição de fermento biológico a uma mistura de água e açúcares. O fermento por possuir enzimas de levedura que convertem açúcar em álcool, é o responsável pelas reações de transformação de glicose a etanol. Estas reações podem ser simplificadas como a seguir:

C6H12O6(aq) à 2 CH3CH2OH(aq)  +  2 CO2(g)

Enzimas à proteínas com propriedade de catalisar determinadas reações em organismos vivos, a partir de reações bioquímicas.

No processo de fermentação de açúcares para obter bebidas alcoólicas, não ocorre a produção de bebidas com alto teor alcoólico. Em bebidas com elevado teor alcoólico é necessário um processo de destilação da solução e isso é o que ocorre na produção de cachaça, por exemplo.

A cachaça ou também conhecida como aguardente é uma bebida que passa pelo processo de destilação, utilizando o alambique, aparelho que serve como um destilador fracionado, desenvolvido pelos alquimistas, na época medieval.
No processo de destilação da cachaça, utilizando o alambique, ocorre a produção de várias frações da bebida, com diversificados teores alcoólicos.

No caso do álcool combustível ou do de uso doméstico, a destilação também ocorre, pois estes possuem alto teor alcoólico, geralmente acima de 85%. No Brasil, nos dias atuais, início de 2004, não deveria ser encontrado mais, álcool de uso doméstico com teor alcoólico tão elevado. Isso, devido ao seu uso inadequado, que provocava muitos casos de queimaduras graves em pessoas descuidadas.
Algumas marcas de álcool comercializado com finalidade de uso doméstico possuem teor alcoólico, em torno de 46% m/m (46° INPM) de álcool, que está sendo encontrado em forma de solução e em gel (neste caso o teor alcoólico é de 65%).

O que significa teor de 46% m/m? Bem, isso significa que em 100 g de solução, 46 g é de álcool e o restante é de água.

Entretanto, ainda existe no comércio o produto com teor alcoólico de 92,8% de álcool (graças a uma liminar concedida a alguns produtores), um teor muito elevado para a sua finalidade. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em uma resolução de fevereiro de 2002 (resolução RDC nº 46, de 20 de fevereiro de 2002), mostra-se contra este tipo de produto, com alta concentração alcoólica. No banco de dados da Agência não foi encontrado nenhuma outra resolução que revogasse a anteriormente citada, apenas a informação sobre a liminar.

Os álcoois combustíveis e de uso doméstico possuem teor alcoólico superior a de bebidas, no entanto, estes álcoois não podem ser ingeridos, pois possuem aditivos, conhecidos como agentes desnaturantes, que são responsáveis pela alteração do gosto do álcool, para evitar que sejam ingeridos. Alguns agentes desnaturantes, utilizados: metanol, etanal e benzoato de denatônio.

O etanol pode ser obtido de outras formas, como por exemplo, a partir da hidratação do eteno, catalisado por ácido sulfúrico. A seguir, a reação simplificada de hidratação do eteno.


CH2=CH2

CH3-CH2-OH


O etanol, além de ser utilizado em bebidas alcoólicas, ele é muito empregado na indústria, seja na farmacêutica (na produção de perfumes, loções, anti-sépticos, etc) ou como solvente químico.

O homem ao ingerir pequenas quantidades de etanol pode sofrer excitamento mental, depressão, vômitos ou náuseas. No entanto, o maior dano  é quando ingerido em grandes quantidades, pois aí, ele pode provocar problemas como: indução ao sono, coma alcoólico e até mesmo morte de uma pessoa.

*O texto e as figuras desta página foram produzidos por Miguel A. Medeiros. A reprodução ou utilização destes, merece autorização ou referência ao autor. Além do endereço desta página.

QuiProcura
Miguel

http://www.quiprocura.net/etanol.htm

Como funciona o programa de álcool no Brasil

O que é o etanol?

Etanol (álcool etílico) é o mais comum dos alcoóis e caracteriza-se por ser um composto orgânico (CH3CH2OH), obtido por meio da fermentação de amido e outros açúcares, como a sacarose existente na cana-de-açúcar, nos açúcares da uva e cevada e também mediante processos sintéticos. É um líquido incolor, volátil, inflamável, solúvel em água, com cheiro e sabor característicos. A presença do oxigênio, elemento eletronegativo, em sua estrutura molecular, atrai elétrons de ligação, tornando-o um solvente fortemente polar.

Existem diversas utilizações para o álcool etílico como solvente em processos industriais, anti-séptico, conservante, componente de diversas bebidas, em desinfetantes domésticos e hospitalares, solvente de fármacos importantes, na forma de combustível veicular e na produção de energia elétrica. Mais recentemente, o etanol vem sendo considerado um gerador em potencial de biodiesel, apesar de outras matérias-primas originarem outros tipos de biodiesel. O etanol pode ser obtido pela via bioquímica de fermentações de açúcares ou pela via química de síntese, a partir da hidratação do etileno.

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Síntese química do etanol e sua obtenção por vias fermentativas com microrganismos
Microrganismos envolvidos na fermentaçãoDiversas espécies de levedura têm a capacidade de gerar álcool etílico a partir de açúcar. Para a qualidade e eficiência do processo, é importante que, durante a fermentação, sejam usadas linhagens únicas e com grande capacidade fermentativa. Elas devem ser acompanhadas constantemente.

A identificação das leveduras é realizada de acordo com a taxonomia e molecularmente por técnicas modernas de biologia molecular (como PCR). A espécie de levedura mais usada nas destilarias é a Saccharomyces cerevisiae, sendo o gênero Saccharomyces, o de maior incidência.

A eficiência de fermentação hoje chega até 18% de concentração de etanol nos processos industriais. A estrutura interna celular desta levedura apresenta as organelas características de uma célula eucariótica, como núcleo, mitocôndria e retículo endoplasmático.

A levedura Saccharomyces tem parede celular rígida e também um grande vacúolo, que pode acumular água e, assim, alterar o volume da célula. O material genético está organizado no núcleo destas células, em 16 cromossomos. Recentemente, todo o genoma dessa levedura foi seqüenciado e disponibilizado para a comunidade científica.

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16 Respostas

  1. é boa ,mas ainda ñ conheçi o meu objetivoo que é o de descobrir as consequências da nafta de xisto,mas o assunto é super abragende e com certeza ele é super interessante.


  2. Super interessante, muito boa essas informações.


  3. Amei, valeu mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!


  4. achei muito interessante……………



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