Como pode uma idéia contribuir para a redução da degradação do meio ambiente, trazer benefícios sociais e ainda ajudar na economia do lar?
O comerciante de Tubarão José Alcino Alano, 54 anos, conseguiu juntar essas três características em um invento simples, mas revolucionário: um sistema de aquecimento solar de água feito com garrafas plásticas de refrigerante, o pet, e caixas de leite de um litro.
O esquema é mesmo dos aquecedores solares produzidos industrialmente, conhecido tecnicamente de sistema termo-sifão. A diferença está justamente do material utilizado. As garrafas, as caixas de leite e alguns metros de canos de PVC são utilizados para confeccionar o painel que serve para a aquecer a água. As caixinhas recortadas e os canos são pintados de preto foscos para absorverem a energia solar e a transformar em calor. As garrafas envolvem os canos por onde passa a água e mantém o calor através de efeito estufa. A água sai da caixa d água em temperatura ambiente, passa lentamente pelo sistema, eleva a sua temperatura e volta para a caixa.
Após seis horas em média nesse ciclo constante, a água pode chegar a uma temperatura de até 38º Celsius no inverno sul – catarinense ou 50º no verão. “No inverno, como o frio é demais na nossa região, ás vezes ligamos o chuveiro elétrico com controle eletrônico no mínimo somente para dar aquecida a mais, pois o sistema já quebrou aquele gelo. Já no verão a água fica realmente quente e é preciso misturar com água fria para não se queimar”, conta seu José Alano, que usa o aquecedor de pet em sua casa desde outubro de 2002. “Resolvi elaborar esse projeto ao perceber o grande desperdício de plástico e de papel que promovemos ao jogarmos essas garrafas e caixas no lixo”, conta.
Na sua residência, o sistema abastece dois banheiros e custou um investimento total de R$ 83,00. Apesar de hoje estar precisando de uma ampliação, Zé Alano, como é mais conhecido, consegue economizar até 120 quilowatts de energia elétrica por mês.
O sonho do comerciante agora é ver o seu invento sendo utilizado em escolas, creches, entidades e pela comunidade em geral. “Nós registramos a patente não para desenvolver um processo industrial, mas justamente para evitar que outros não utilizem comercialmente a idéia”, ressalta. Para tanto, seu José tem buscado apoio de entidades para levar o seu projeto, que ainda não foi instalado em nenhum outro lugar, adiante. “Se você parar para pensar, vai perceber que, na verdade, não estou fazendo isso por caridade, afinal, reaproveitando o lixo, vou estar fazendo um mundo melhor para mim, para meus filhos para os meus netos”, diz empolgado. “Mas somente consegui chegar a esse resultado graças à ajuda da minha esposa, Lizete, e de meus filhos”.
Interessados em conhecer o projeto de seu José Alcino podem entrar em contato através do e-mail da família Alano walano@ibest.com.br.
Construa você mesmo seu aquecedor:
Acessem http://josealcinoalano.vilabol.uol.com.br/manual.htm e terão um manual deste projeto, elaborado e disponibilizado a todos pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Paraná.
Retirado do Boletim Ecológico do site Strallos: http://www.strallos.com.br/eco/index.php?act=show_noticia&id=110
O link para imprimir o manual é este: http://josealcinoalano.vilabol.uol.com.br/manual.htm







eu achei essse coisa para copiar muito grande…
Sinto muito mesmo garrafas de plastico tem destino certo para industrias de reciclagem, fazendo delas uma infinidade de coisas, vassouras, fios mangueiras, etc
Para efeito de aquecimento solar de água temos que otimizar o recurso, já que vai fazer mesmo, que faça algo de ganho de temperatura bom e esteticamente otimizado, vou apresentar na TV um aquecedor barato e eficiente, sem garrafas e pronto aguardem…
Essa é uma boa ideia. Quero que saiba que esse ano vamos fazer uma placa solar em nosso colégio, com a influencia da sua.
Fico mto feliz por esse feito, boa noite.