Documentos sumérios datados de 3.000 anos antes de Cristo trazem referências à bebida fermentada de cereais na Mesopotâmia. Na Babilônia, o consumo de cerveja era tão grande que obrigou o rei Hamurabi a regulamentá-lo. O código de Hamurabi tendia a proteger os bebedores contra as manobras dos taberneiros desonestos, o que o converteu na primeira lei de defesa do consumidor da História. Entre os caldeus, a cerveja era oferecida em tributo ao deus Anon. Os cronistas da época contam que, quando Nabucodonosor se aborrecia de suas concubinas, costumava matá-las afogando-as em cerveja.
No Imperio Romano, Plinio conta que os gauleses chamavam ‘cervesia’ à bebida e ‘brasce’ ao grão usado para fabricá-la. ‘Brasce’ deu origem em francês a ‘brasseur’ (fabricante de cerveja) e a ‘brasserie‘ (cervejaria). Por outro lado, da ‘cervesia’ dos gauleses derivou ‘cervoise’, como se chamou a bebida durante vários séculos no idioma francês. As primeiras referências em espanhol datam dos séculos XV (cervesa, depois cerveza) de onde migrou para o português, onde veio a adotar a forma atual cerveja.
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