Resposta e ajuda à Camila: História da Tabela Periódica
28 Abril, 2008 de Profª Cristiana de B. Passinato

A Tabela Periódica surgiu devido à crescente descoberta de elementos químicos e suas propriedades, os quais necessitavam ser organizados segundo suas características. Até 1800 aproximadamente 30 elementos eram conhecidos; nos dias de hoje a Tabela Periódica consta de 109 elementos.
Vejam só como ela cresceu!
Com a Tabela Periódica podemos analisar uma série de propriedades dos elementos. Um químico sempre a tem em mãos. Mas por que será que ela tem esse nome?
O nome “Tabela Periódica” é devido à periodicidade, ou seja, à repetição de propriedades, de intervalos em intervalos, como, por exemplo, ocorre com as fases da lua, que mudam durante o mês e se repetem mês após mês.
A base da classificação periódica atual é a tabela de Mendeleev, com a diferença de que as propriedades dos elementos variam periodicamente com seus números atômicos e não com os pesos atômicos, como era a classificação feita por Mendeleev.
A Tabela Periódica atual é formada por 109 elementos distribuídos em 7 linhas horizontais, cada uma sendo chamada de período. Os elementos pertencentes ao mesmo período possuem o mesmo número de camadas de elétrons.
Vamos verificar?

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K 2 |
K 2 |
K 2 |
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L 1 |
L 4 |
L 8 |
Viu só, o lítio, o carbono e o neônio possuem 2 camadas (K e L); portanto são do segundo período.
As linhas verticais da Tabela Periódica são denominadas de famílias e estão divididas em 18 colunas. Os elementos químicos que estão na mesma coluna na Tabela Periódica possuem propriedades químicas e físicas semelhantes.
A família é caracterizada pelos elétrons do subnível mais energético, portanto os elementos de uma mesma família apresentam a mesma configuração na última camada.
Vamos verificar alguns exemplos?
O berílio e o cálcio tem a mesma configuração na última camada, isto é, s2; portanto ambos pertencem à família 2A ou 2.
Algumas colunas possuem nomes especiais. Vamos conhecer quais são elas?
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Família 1 (1A) - |
Alcalinos |
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Família 2 (2A) - |
Alcalino-terrosos |
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Família 13 (3A) - |
Família do boro |
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Família 14 (4A) - |
Família do carbono |
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Família 15 (5A) - |
Família do nitrogênio |
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Família 16 (6A) - |
Calcogênios |
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Família 17 (7A) - |
Halogênios |
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Família 18 (Zero) - |
Gases Nobres |
Os elementos da Tabela Periódica podem ser classificados como:
Metais: Eles são a maioria dos elementos da tabela. São bons condutores de eletricidade e calor, maleáveis e dúcteis, possuem brilho metálico característico e são sólidos, com exceção do mercúrio.
Não-Metais: São os mais abundantes na natureza e, ao contrário dos metais, não são bons condutores de calor e eletricidade, não são maleáveis e dúcteis e não possuem brilho como os metais.
Gases Nobres: São no total 6 elementos e sua característica mais importante é a inércia química.
Hidrogênio: O hidrogênio é um elemento considerado à parte por ter um comportamento único.
Texto: Dra.Renata M.S.Celeghini
História da Tabela Periódica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Um pré-requisito necessário para construção da tabela periódica, foi a descoberta individual dos elementos químicos. Embora os elementos, tais como ouro (Au), prata (Ag), Estanho (Sn), cobre (Cu), chumbo (Pb) e mercúrio (Hg) fossem conhecidos desde a antiguidade. A primeira descoberta científica de um elemento, ocorreu em 1669, quando o alquimista Henning Brand descobriu o fósforo. Durante os 200 anos seguintes, um grande volume de conhecimento relativo às propriedes dos elementos e seus compostos, foram adquiridos pelos químicos. Com o aumento do número de elementos descobertos, os cientistas iniciaram a investigação de modelos para reconhecer as propriedades e desenvolver esquemas de classificação. A primeira classificação, foi a divisão dos elementos em metais e não-metais. Isso possibilitou a antecipação das propriedades de outros elementos, determinando assim, se seriam ou não metálicos.
Índice
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As primeiras tentativas
A lista de elementos químicos, que tinham suas massas atômicas conhecidas, foi preparada por John Dalton no início do século XIX. Muitas das massas atômicas adotadas por Dalton, estavam longe dos valores atuais, devido a ocorrência de erros. Os erros foram corrigidos por outros cientistas, e o desenvolvimento de tabelas dos elementos e suas massas atômicas, centralizaram o estudo sistemático da química. Os elementos não estavam listados em qualquer arranjo ou modelo periódico, mas simplesmente ordenados em ordem crescente de massa atômica, cada um com suas propriedades e seus compostos. Os químicos, ao estudar essa lista, concluíram que ela não estava muito clara. Os elementos cloro, bromo e iodo, que tinham propriedades químicas semelhantes, tinham suas massas atômicas muito separadas. Em 1829, Johann Wolfgang Döbereiner teve a primeira idéia, com sucesso parcial, de agrupar os elementos em três - ou tríades. Essas tríades também estavam separadas pelas massas atômicas, mas com propriedades químicas muito semelhantes. A massa atômica do elemento central da tríade, era supostamente a média das massas atômicas do primeiro e terceiro membros. Lamentavelmente, muitos dos metais não podiam ser agrupados em tríades. Os elementos cloro, bromo e iodo eram uma tríade, lítio, sódio e potássio formavam outra.
A segunda tentativa
Um segundo modelo foi sugerido em 1864 por John A.R. Newlands (professor de química no City College em Londres). Sugerindo que os elementos, poderiam ser arranjados num modelo periódico de oitavas, ou grupos de oito, na ordem crescente de suas massas atômicas. Este modelo, colocou o elemento lítio, sódio e potássio juntos. Esquecendo o grupo dos elementos cloro, bromo e iodo, e os metais comuns como o ferro e o cobre. A idéia de Newlands, foi ridicularizada pela analogia com os sete intervalos da escala musical. A Chemical Society recusou a publicação do seu trabalho periódico (Journal of the Chemical Society). Nenhuma regra numérica foi encontrada para que se pudesse organizar completamente os elementos químicos numa forma consistente, com as propriedades químicas e suas massas atômicas. A base teórica na qual os elementos químicos estão arranjados atualmente - número atômico e teoria quântica - era desconhecida naquela época e permaneceu assim por várias décadas. A organização da tabela periódica, foi desenvolvida não teoricamente, mas com base na observação química de seus compostos, por Dimitri Ivanovich Mendeleiev.
A Tabela Periódica, segundo Mendeleyev
Dimitri Ivanovich Mendeleyev (1834 – 1907) nasceu na Sibéria, sendo o mais novo de dezessete irmãos. Mendeleyev foi educado em St. Petersburg, e posteriormente na França e Alemanha. Conseguiu o cargo de professor de química na Universidade de St. Petersburg. Escreveu um livro de química orgânica em 1861. Em 1869, enquanto escrevia seu livro de química inorgânica, organizou os elementos na forma da tabela periódica atual.Mendeleyev criou uma carta para cada um dos 63 elementos conhecidos. Cada carta continha o símbolo do elemento, a massa atômica e suas propriedades químicas e físicas. Colocando as cartas em uma mesa, organizou-as em ordem crescente de suas massas atômicas, agrupando-as em elementos de propriedades semelhantes. Formou-se então a tabela periódica. A vantagem da tabela periódica de Mendeleyev sobre as outras, é que esta exibia semelhanças, não apenas em pequenos conjuntos como as tríades. Mostravam semelhanças numa rede de relações vertical, horizontal e diagonal. Em 1906, Mendeleyev recebeu o Prêmio Nobel por este trabalho.
A descoberta do número atômico
Em 1913, o cientista britânico Henry Moseley descobriu que o número de prótons no núcleo de um determinado átomo era sempre o mesmo. Moseley usou essa idéia para o número atômico de cada átomo. Quando os átomos foram arranjados de acordo com o aumento do número atômico, os problemas existentes na tabela de Mendeleiev desapareceram. Devido ao trabalho de Moseley, a tabela periódica moderna esta baseada no número atômico dos elementos. A tabela atual se difere bastante da de Mendeleiev. Com o passar do tempo, os químicos foram melhorando a tabela periódica moderna, aplicando novos dados, como as descobertas de novos elementos ou um número mais preciso na massa atômica, e rearranjando os existentes, sempre em função dos conceitos originais.
As últimas modificações
A última maior troca na tabela, resultou do trabalho de Glenn Seaborg, na década de 50. À partir da descoberta do plutônio em 1940, Seaborg descobriu todos os elementos transurânicos (do número atômico 94 até 102). Reconfigurou a tabela periódica colocando a série dos actnídeos abaixo da série dos lantanídios. Em 1951, Seaborg recebeu o Prêmio Nobel em química, pelo seu trabalho. O elemento 106 tabela periódica é chamado seabórgio, em sua homenagem. O sistema de numeração dos grupos da tabela periódica, usados atualmente, são recomendados pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC). A numeração é feita em algarismos arábicos de 1 a 18, começando a numeração da esquerda para a direita, sendo o grupo 1, o dos metais alcalinos e o 18, o dos gases nobres.
Tabela Periódica Atual
Fonte Consultada
SBQ - Sociedade Brasileira de Química







por favor, falem sobre cada familia da tabela periodica,
dizendo suas caracteristicas
quis foram os primcipais cientistas a fazerem os elementos quimicos?
Como encontrar e ver a ordem entre esses elementos quimicos?
Como assim?
Ordem entre os elementos?
Quais as semelhanças existentes no comportamento químico dos metais alcalinos, dos metais alcalino - terrosos, halogéneos e gases nobres? Agradecia que respondesse o mais breve possivel….obrigada
Oi Ana,
Vou postar também isso, tenho alguns assuntos em fila para atender aos alunos, mas vamos lá a um breve esclarecimento por hora:
Semelhança entre os compostos de grupos ou famílias se dá de forma associada à quantidade de elétrons que eles possuem em suas últimas camadas (níveis de energia - não confunda com os subníveis - s, p, d, f) e na sua distribuíção eletrônica, o que diferencia-os e define as suas afinidades e propriedades eletrônicas em ligações químicas, os tipos de ligações formadas com outros elementos, as propriedades periódicas, aperiódicas, físico-químicas, ou seja, dá toda a diferença essa história dos elétrons na última camada, ok? Pois são esses que são mobilizados para efetuar essas ditas ligações, interações para formar compostos, tá?
Se você analisar o número atômico de cada um e distribuí-los reparará que todos tratam-se de elementos representativos, portanto, ou possuem elétrons de último nível localizados nos subníveis s o p, no caso dos Metais Alcalinos e Metais Alcalinos Terrosos, quando distribuem-se os elétrons pelos subníveis repara-se que todas as 2 famílias possuem metais que seus elétrons de última camada se situam em orbitais do tipo s, somente diferenciando-se pelo número de elétrons nesse subnível: Metais Alcalinos possuem 1 elétron no subnível mais energético s e os Metais Alcalinos Terrosos, 2 elétrons no seu subnível de maior energia s.
Já quando analisamos por distribuíção eletrônica os Halogênios e Gases Nobres, fazendo essa distribuição através do Diagrama de Linus Pauling, poder-se-á averiguar que os elétrons diferenciadores dos elementos das 2 famílias em comparação estão se situando em subníveis p, porém nos Halogênios possuem 7 elétrons na última camada, distribuídos 2 em subnível s e os 5 restantes nos orbitais p, e no caso dos Gases Nobres, verá que é muito parecido, só que nos seus orbitais p, preenchem-se completamente os 6 elétrons.
Repare, inclusive que os Gases Nobres completam todos os orbitais preenchidos, o que lhe confere a estabilidade tão dita e até denominada como Nobres, pois não têm afinidade eletrônica com outros elementos efetivando ligações químicas, como os outros citados têm.
Espero ter ajudado, e qualquer dúvida, venha pra cá que me esforçarei para atendê-la.
Um abraço,
Cristiana
porque o nome de metais alcalinos terrosos?
Metais porque são metais, alcalinos pq quando oxidados e posteriormente hidratados formam “álcalis”, antiga denominação dos óleos que têm caráter básico e terrosos, pois muitos são minerais advindos do solo, da “terra”, de minerais.
Tirei sua dúvida?
Um abraço,
Cristiana
sim thank you
Que bom, Matheus, fico feliz.
Thank u too, see u later, ok?
LOL
Cristiana
preciso de ajuda preciso saber por que dos nomes de 5 elementos da ta bela periodica a origem
Bruna, veja estes links:
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/enxofre/enxofre.htm
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/carbono/carbono.htm
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/cloro/cloro.htm
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/nitrogenio/nitrogenio.htm
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/oxigenio/oxigenio.htm
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/fluor/fluor.htm
Aqui tem informações sobre todos os elementos:
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/tprincipal.htm
Abraço,
Qualquer dúvida, posta de novo!
Oi Bruna,
O monitor Cristiano Moura me remeteu a sua resposta te indicando um excelente material para consulta, só que aconselho a clicar e abrir em Internet Explorer, pq dá erros no Mozilla, ok?
Achei links legais sobre isso:
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/enxofre/enxofre.htm
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/carbono/carbono.htm
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/cloro/cloro.htm
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/nitrogenio/nitrogenio.htm
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/oxigenio/oxigenio.htm
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/elementos/fluor/fluor.htm
Aqui tem todos os elementos:
http://www.christus.com.br/infochristus/tabperiodica/tprincipal.htm
Um abraço
cadê a lista dos elementos
Use, por gentileza, o internet explorer, se usar o Mozilla Firefox na indicação acima, não verá a tabela da listagem de todos os elementos, ok?
Um abraço